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[10.8.2007] A maravilhosa ``Segunda Vida''
Ano após ano, surgem novas formas de comunicarmos e nos relacionarmos em sociedade. Umas com sucesso, como o Messenger ou o Skype. Outras sem sucesso apesar de promissoras , como o Wap ou o Minitel dos franceses.
Como saber quais as que vingam? Não sabemos até se experimentar a nova moda e sentir uma vontade de voltar a fazê-lo. De sentirmos que aquilo é diferente. Esse é um bom sintoma que a tecnologia veio para ficar.
Esse é o sintoma de quem experimenta o ``Second Life''.
Um ambiente virtual em que a nossa personagem pode passear por espaços com bonitos edifícios a três dimensões, entrar e cumprimentar as pessoas que neles estão presentes.
A Universidade de Aveiro foi das primeiras instituições portuguesas a estar presente, tem salas virtuais onde os estudantes estão presentes.
O Second Life é também uma oportunidade. A empresa portuguesa Beta Tecnologies desenvolve o seu modelo de negócio em redor de construir edifícios e serviços dentro deste ambiente. Para esta empresa, o seu mercado não é Portugal mas o mundo, tendo como clientes o Saxo Bank ou a Xerox. Está visto que a sede da empresa, entendido como local onde os empregados se encontram e onde expõe os seus serviços, é o próprio Second Life.
Após o registo no site do Second Life (SL), o interessado pode fazer o download do software necessário. A empresa responsável, Linden, não só disponibilizou uma versão Alpha para Linux (ainda bastante instável) como colocou este software como Software Livre / Aberto potenciando assim o aparecimento de uma comunidade de programadores que enriqueça o mesmo.
A nível mundial, o Ministério da Justiça português foi pioneiro na montagem de
um centro de arbitragem de conflitos para utilizadores de SL. O e-Justice
Centre, com um edifício a lembrar uma visão futurista da Torre de Belém, é
realizado em parceria com a Univ. Aveiro e a Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.
Serão alunos e professores desta última que servirão como mediadores de eventuais conflitos.
Foi interessante analisar o enorme sucesso desta iniciativa e o destaque que teve a nível nacional e internacional (Bloomberg,...). Ouviram-se vozes discordantes dos Juízes e de um ou outro editorial defendendo que antes de se avançar para o virtual devíamos tratar da Justiça real.
Errado e míope. Os poucos milhares de euros gastos a montar o projecto e a estrutura 3D não resolveriam nada na pesada máquina dos tribunais. Em contraponto, o e-Centre projecta a imagem de Portugal, estreita a ligação da Adm. Pública às Universidades e permite dotar-nos de competências na própria área e em colaterais, como a gestão de conflitos trans-nacionais (já fez compras on-line?).
A iniciativa do e-Centre é verdadeiramente a primeira medida do Plano Tecnológico. É apostar em sermos globais. Em dinamizar o mercado para as nossas empresas, tornando-as pioneiras. É trazer as nossas universidades para a vanguarda da tecnologia.
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