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[1.4.2005] OpenOffice 2.0: 1 de Abril!
Escrever uma crónica no dia 1 de Abril, dia das mentiras, é sempre uma tentação.
A minha primeira ideia era avançar com uma das "clássicas": o Linus Torvalds foi contratado pela Microsoft, vai ser lançado o MS Office para Linux, o projecto KDE juntou-se ao Gnome, só para citar algumas.
Por fim, lembrei-me do OpenOffice e a melhor mentira que consegui planear foi anunciar o lançamento oficial do 2.0. Estando planeado apenas para Maio / Junho de 2005 o seu lançamento pareceu-me ser suficientemente verossímel.
Fui ao "site" do OpenOffice e fui (a)traído pelo anúncio da disponibilização da versão OpenOffice 2.0 Beta. Instalei e fiquei muito bem impressionado.
As suites de Office são consideradas "target applications". Ou seja, só o Office justifica muitas vezes a aquisição de um computador e sistema operativo. Por isso, sempre foi crucial no Software Livre / Aberto (SL/A) ter uma suite de qualidade.
Apesar de alguns esforços meritórios, só com a aquisição da StarDivision pela Sun Microsystems em 1999 e lançamento do OpenOffice em 2000 isso veio a concretizar-se.
O OpenOffice tem ainda uma particularidade interessante: pode ser instalado em Windows, Linux ou Mac.
A versão 1 do OpenOffice e respectivas subversões até à 1.1.3, popularizou definitivamente este software recorrendo a bons argumentos: um processador de texto, folha de cálculo e aplicação de apresentações com funcionalidades suficientes para uma utilização pessoal e empresarial intensiva, sendo interoperável com a o MS Office.
Ao escrever estas linhas no OpenOffice 2.0 Beta sinto que o projecto conseguiu ir mais além.
Tem novas funcionalidades das quais destaco: utilização do formato OASIS (.odt) por omissão na gravação de ficheiros, melhor integração no ambiente gráfico - em Linux tem um aspecto Gnome ou KDE e em Windows tem um aspecto XP, mais formas 3D para incluir em esquemas, mais tipos de transição de slides, exportação de PDFs mais sofisticada, possibilidade de criação de bases de dados simplificada, entre muitas outras.
Contudo, omiti a grande diferença: o aspecto está muito mais parecido com o do MS Office. Essa novidade é pouco interessante para quem já trabalha com o OpenOffice mas é crucial para quem migra do Windows. Essas pessoas terão agora a vida ainda mais facilitada.
Para terminar, o balanço é muito positivo e quando sair a versão final da 2.0 será um marco importante na história deste projecto de SL/A.
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