Bits de Mudança

Universidade: bem-me-quer, mal-me-quer,... next up previous contents index
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Universidade: bem-me-quer, mal-me-quer,...

Ano após ano, antes do Verão, é frequente assistir a questões de estudantes finalistas do secundário em busca de informações nos foruns on-line. ``A Universidade ``tal'' utiliza Linux? Os laboratórios são bons¿`
Tenho participado em alguns eventos que me permitiram aprofundar um pouco melhor o que se vai fazendo pelo país.
O candidato a universitário deve começar por identificar aquilo que pesa na sua decisão. É o status? São os currículos? São as saídas profissionais?
O ensino de informática está em geral com bom nível. Começo pelas universidades e politécnicos do interior. Apesar de por vezes apresentarem médias mais baixas, têm cursos sólidos e corpos docentes qualificados. Por exemplo, veja-se a Universidade da Beira Interior na Covilhã ou o Politécnico de Bragança que têm cursos de Engenharia Informática muito completos. Por outro lado, Escolas Superiores como a de Lamego, Viana do Castelo ou de Oliveira do Hospital têm uma grande coesão e empenho do corpo docente, um foco muito grande na região e uma relação com o aluno mais próxima e produtiva.
Em Lisboa, que conheço melhor, o ISEL tem um ensino de electrónica e informática muito pragmático centrado no hardware e programação de baixo nível. Tem ainda docentes com competências de investigação em plataforma .NET.
Apesar de ser uma das principais dúvidas do candidato, é difícil generalizar e dizer que aquela universidade aprofunda mais Software Livre / Aberto (SL/A) ou .Net porque todas acabam por abordar as diferentes tecnologias. Por exemplo, veja-se o caso do ISCTE que tanto integra docentes e investigadores criadores do Linux Caixa Mágica, como o responsável pelo único laboratório de desenvolvimento da Microsoft em Portugal. O ISCTE tem ainda a mais valia da componente de gestão que incorpora em algumas cadeias dos cursos de Informática e que herda da sua escola de gestão, uma das mais fortes do país.
O Técnico (IST) dispensa apresentações mas tem como pontos fortes a reputação no mercado, a exigência e a carreira de investigação de alguns dos seus docentes. A Faculdade de Ciências – com 4 ou 5 dos mais conceituados investigadores nacionais- ou a Nova com o seu campus imbatível são escolhas igualmente fortes.
Deverá também verificar o ajustamento ou não ao Processo de Bolonha.
Por fim, falar com os conhecidos para se inteirar do ambiente. Afinal, se não fossem as festas universitárias, dificilmente se aturaria tantos bits & bytes.


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2007-09-24

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