Bits de Mudança

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[16.6.2006] Onde se juntam hoje os pinguins?


Os Grupos de Utilizadores de Linux (GULs) foram uma constante durante a década de 90.
Em Portugal surgiram vários como o Plug, o GUL-ISCTE, o GIL, etc..
Com a excepção do Plug, um grupo com natureza mais abrangente, o elemento comum entre todos os membros de um GUL era estarem geograficamente próximos. Assim, podiam reunir-se fisicamente para trocar disquetes ou, mais tarde, CDs das suas distribuições de Linux favoritas. Nessa altura, era especialmente difícil fazer o download de software e os encontros dos grupos eram a melhor forma de o distribuir.
Houve uns encontros que pelo espaço de debate e discussão deixaram sementes para o futuro. Foi o caso do Simplinux em Faro com a presença de Alan Cox, Porto Cidade Tecnológica ou as Workshops do Gul-ISCTE em Lisboa.
Com a vulgarização da Internet de banda larga foi caindo em desuso a criação de GULs. Por um lado, pode fazer-se o download das várias distribuições de Linux com as suas suites de produtividade como o OpenOffice e com todo um conjunto quase ilimitado de aplicações. Por outro, a necessidade de esclarecimento de dúvidas vai dissipando-se através dos foruns da Internet.
Ainda faz sentido criar GULs? Claro que sim. Basta ver o caso inglês em que estão activos e registados mais de 100 grupos no UK Linux User Groups (http://www.lug.org.uk/). Para além de grupos locais, que se reúnem numa base semanal ou mensal numa livraria do bairro a beber um café ou um chá e a trocar dois dedos de conversa, os grupos mais dinâmicos acabam por ser os universitários (como o GLUA de Aveiro ou o GLUTAD da UTAD). Estes têm a vantagem de os seus associados terem tempo para se aplicar mas têm como lado negativo o facto de geralmente terem ciclos de vida curtos, de apenas 5 anos, equivalentes à entrada e saída de alunos.
Temos ainda grupos surpreendentes como as Linux Chix (http://www.linuxchix.org/). As Linux Chix são um grupo de geeks (cromos) do sexo feminino que utilizam e gostam de Linux.
À parte dos encontros de GULs existem os grandes encontros nacionais de Software Aberto / Livre (SL/A) como o FISL no Brasil que em Abril de 2006 reuniu 5.300 participantes em Porto Alegre, ou o RMML que juntará 1.500 pessoas na cidade de Nancy - França em Julho. Estarei presente neste último pelo que terei oportunidade mais tarde de nestas linhas analisar essa dinâmica.



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2007-09-24

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