Bits de Mudança

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[28.8.2006] O Sherlock Holmes do PC


Já lhe aconteceu precisar de um documento ou de um email e não saber em que directoria do seu computador é que eles se encontram?
A primeira abordagem à resolução deste problema consistiu nas ferramentas disponibilizadas há já alguns anos e que procuravam apenas no nome dos ficheiros pela palavra desejada.
Mas não era suficiente. Muitas vezes o que pretendemos é procurar o conteúdo do ficheiro e não o seu nome. Para esse efeito, as ferramentas de pesquisa precisam de ter duas capacidades que só agora estão disponíveis: saber ler o conteúdo de diferentes tipos de ficheiro (PDFs, folha de cálculo, processador de texto,...) e indexar esse conteúdo.
Indexar o conteúdo significa que os tempos ``mortos'' em que o processador (CPU) do computador está inutilizado são utilizados para ler os ficheiros e criar um índice do que cada ficheiro contém.
Está a ter uma sensação de ``deja vu''? E muito acertada porque é exactamente isso que é feito pelos motores de pesquisa como o Google ou o MSN mas a nível da Web.
Também por essa razão é natural que as primeiras ferramentas de pesquisa no computador (Desktop Search) tenham surgido pela mão da Microsoft e do Google. Estas, apenas disponíveis para Windows por agora, permitem permitem configurar painéis extra como calendários ou o estado do tempo no local onde vivemos.
Para SL/A existem boas alternativas. O Beagle é das mais fortes. A utilização de processador é eficiente e quando estamos a trabalhar não notamos qualquer interferência. Por outro lado, tem um aspecto muito intuitivo e com resultados de pesquisa completos. O Beagle tem plugins para Firefox e Thunderbird e a integração é quase perfeita em ambiente Gnome e KDE.
Mas a pesquisa no Desktop não irá certamente ficar por aqui. O futuro destas ferramentas será no sentido de aproveitarem as capacidades dos futuros desktop semânticos. A ideia de um Desktop semântico (http://www.semanticdesktop.org) consiste em desenvolver tecnologia que permita que um dia a informação e as aplicações do nosso PC estejam organizada de forma a ``falarem'' entre elas e a falarem com serviços na Web através de regras (vulgo Ontologias) pré-definidas. Um exemplo: eu marcaria no meu calendário do PC um dia para a consulta de dentista e o software falaria directamente com o servidor do consultório para ``negociar'' a hora a que eu poderia ser atendido. As hipóteses dos desktops do futuro são ilimitadas.



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2007-09-24

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