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Shift – Uma conferência para se pensar sobre Tecnologia
Sempre que nos dizem que somos um país de ``brandos costumes'' deveríamos sentir-nos ofendidos. Porque talvez sejam esses ``brandos costumes'' que nos façam relativizar tudo e nos impeçam de sermos um povo de acção.
Exemplo: o governo disponibilizou a lista de devedores ao fisco – a melhor medida de governação dos últimos 100 anos – e aparecem uns quantos a escrever que poderão existir erros na lista e que o melhor era ela não ser disponibilizada. Existe sempre efeitos negativos nas acções que tomamos mas não as tomar ainda mais negativo se torna.
O mesmo se aplica às políticas públicas sobre a utilização de Software Livre / Aberto. Que políticas foram seguidas a este respeito nos últimos dois anos? Que incentivos? Que estudos? Nada se faz em nome da neutralidade tecnológica. Em nome da isenção. Que isenção falamos quando as nossas empresas e a nossa AP estão afundados em sistemas tecnológicos caros e ineficazes?
Fora deste nosso ``rectângulo'' foi divulgado esta semana um relatório (www.uoc.es) da Universidade Aberta da Catalunha (UOC) sobre a utilização de Software Livre na Administração Pública. Um estudo que identifica o que existe e aponta direcções.
Num contexto mais abrangente, um grupo de portugueses que gosta de pensar, discutir e ``respirar'' sobre Tecnologia e o seu impacto na sociedade vai organizar a 28 e 29 de Setembro a Shift. A Shift (http://www.shift.pt) decorrerá em Lisboa e para além de ser um espaço de debate, é um espaço de incentivo à evolução tecnológica.
Também aqui, ``evolução'' rima com ``acção'' e não com ``brandos costumes''.
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