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[21.10.2006] Virtualização: matryoshkas dos Sistemas Operativos
As matryoshkas são as conhecidas bonecas russas que estão contidas sucessivamente umas dentro de outras. Nascidas em 1890 pela mão de um industrial russo, são escavadas em madeira e podem ter diferentes desenhos.
A virtualização é uma técnica antiga dos sistemas operativos que, desde a época dos Mainframes, permite um sistema albergar outros sistemas dentro dele em simultâneo.
Exemplos? Um fornecedor de alojamento de servidores na Internet. Com um único servidor físico, pode disponibilizar vários sistemas virtuais independentes. Como os servidores virtuais não tendem a utilizar os recursos ao mesmo tempo, pode-se distribuir o CPU e memória pelas necessidades de cada servidor.
Num sistema de virtualização, conseguimos definir que recursos atribuímos a cada sistema (ex: máximo 512MB) e podemos gerir máquinas virtuais dentro do nosso sistema.
Até há algum tempo, a virtualização era monopólio gama de servidores de topo. Contudo, com os avanços do hardware, a virtualização está hoje acessível a qualquer departamento de informática.
Dominar as suas potencialidades é conhecer um mundo de oportunidades .
No mundo Linux, os principais actores nesta área são o Xen, o UML, o VM Ware e o qemu.
O Xen e o VM Ware são virtualizadores que permitem correr máquinas virtuais dentro do sistema anfitreão. Por exemplo, Windows dentro de Linux e vice-versa. O VM Ware, disponível para Windows e Linux, é pago apesar de se poder utilizar gratuitamente uma versão do mesmo para executar as imagens dos sistemas previamente gravadas.
O Xen é Software Livre / Aberto (SL/A) e permite aos sistemas operativos suportados serem corridos com um desempenho quase semelhante ao que teriam a correr directamente sobre o hardware. Assim, podemos ter de forma virtual vários sistemas operativos dentro do nosso servidor para testes, para isolar em termos de segurança ou apenas para facilitar a gestão do parque de servidores.
O UML é a tentativa de executar um sistema operativo dentro de outro mas correndo-o em modo utilizador. Isto é, sem privilégios especiais. Isto torna-o mais seguro mas eventualmente mais lento que o Xen e VM Ware.
Já hoje é vulgar ver nos data centers das empresas servidores com vários servidores virtuais incluídos .
Por fim, o qemu não é bem um virtualizador mas um emulador. Isto é, permite simular (emular) outras arquitecturas de hardware. Assim numa arquitectura x86 poderíamos simular que estamos dentro de um MAC OS X e experimentar o código ou as funcionalidades sobre essa arquitectura.
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