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[3.11.2006] Firefox 2.0 Vs IE7: a guerra dos browsers ao rubro
A guerra dos browsers opôs desde 1995 até 2000 a Netscape à Microsoft.
A Netscape começou com uma quota de 80% e foi diminuindo até que, em 2001, atingiu o seu mínimo – 5% a 10%. Para a história ficou a fragilidade financeira da empresa e o abuso da posição de fornecedor de Sistema Operativo por parte da Microsoft que lhe permitiu incluir o Internet Explorer em todos os novos computadores.
A guerra parecia terminada até que é lançado, em 2002, o Mozilla 1.0. O Mozilla 1.0 era baseado no Netscape mas tinha passado a ser uma projecto totalmente de Software Livre / Aberto (SL/A).
Confesso que a partir de um determinado momento pensei que seria difícil ao Mozilla / Firefox recuperar devido à habituação dos utilizadores ao IE. O projecto seguiu contudo uma via de inovação e foi ganhando progressivamente espaço ao seu concorrente. Segundo as estatísticas do w3schools, o Firefox ganhou desde o início do ano de 2006 cerca de 3,8% de mercado. Entenda-se, mercado conquistado directamente ao browser da Microsoft.
A análise ao Internet Explorer 7 já foi apresentada no Bits & Bytes, tendo sido destacado que se aproxima do Firefox em termos de algumas das suas funcionalidades. Apesar de ainda não ter tido ocasião de o testar, parece consensual que a Microsoft fez um bom trabalho. Especialmente, na área mais crítica para o IE que era, até então, a segurança.
Quanto ao Firefox 2.0 para Linux, já testei e fiquei convencido da vantagem em fazer a actualização. É certo que, tal como diz Mitchell Baker – CEO da Mozilla, as diferenças são subtis. Mas acredito que são nos pequenos pormenores que as aplicações se distinguem.
Entre o que descobri nos artigos do Bits & Bytes e do blog Bitaites aqui ficam as minhas novidades favoritas.
Gostei que, quando escrevemos em campos de texto alargado, como a submeter um artigo num Forum ou num Blog, a correcção automática do português esteja activa. Certamente que os 28% de utilizadores Firefox vão escrever melhor português e vão se distinguir nos Foruns por isso.
Por outro lado, os tabs – separatas que nos evitam ter de lançar várias janelas- estão mais intuitivos. Como é o caso do histórico por ``tabs'' fechados e o facto de termos um ícone para fechar cada um deles individualmente.
Outro aspecto interessante é podermos, directamente na caixa de texto do browser, fazer uma pesquisa sobre o dicionário on-line da Priberam ou na pesquisa do Sapo. Estas são duas pesquisas que já vêm incluídas na versão portuguesa.
Felicitações merece a equipa de localização / tradução do Firefox. A versão em português europeu tem qualidade e foi lançada no dia previsto para a versão 2.0.
Existem outras pequenas pérolas, como a possibilidade de restaurar a sessão. Por vezes, ficava sem bateria ou faltava a energia quando estava a meio da escrita de um texto longo numa página Web. O Firefox 2.0 consegue não só recuperar a página aberta como o texto que se estava a escrever na mesma.
Outro ponto forte, e aqui penso que imbatível, são os Add-ons disponíveis para o Firefox e que foram alvo de contribuição pela comunidade. Desde adds-on para procurar no mapa um endereço que conste na página, a procurar pessoas on-line com preferências semelhantes e baseadas nas páginas que se visita, ao ícone do tempo em baixo, etc...
Os pontos negativos parecem ser o motor anti-phishing fraco e um aspecto / tema não muito apelativo. Não acho o tema assim tão feio, mas sou mais exigente quanto à segurança do que com o aspecto. Por outro lado, o firefox no Vista ainda é executado em ``user mode'' e não, como o IE7, em ``Protected mode''. Esta parece ser contudo uma questão de tempo.
Em conclusão, a nova versão do Firefox não surpreende à primeira vista por introduzir novidades surpreendentes como na primeira apresentação dos ``tabs''. Surpreende-nos à medida que a utilizamos e descobrimos pequenas pérolas que facilitam a sua utilização ou configuração. Segundo o W3schools, ao fim de 5 anos, apenas 26% separam os dois browsers. A guerra está de volta.
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